O pequeno príncipe.

Desde pequena ouço as pessoas falando sobre o livro 'O pequeno Príncipe'.

Dando uma sapeada por meio de inúmeros e-books, resolvi baixar e ler, para ver sobre o que as pessoas falavam tantoe realmente o livro me surpreendeu.

É de uma sutileza e de uma profundidade ao mesmo tempo que me deixou encantada.
Lembro do amor que o pequeno sentia pela rosa, dos desenhos animados, mas só.

Foi bom ver que não ser entendido é apenas a falta de tempo que as pessoas grandes tem de ver que as coisas importantes na verdade não são para ser vistas, e sim sentidas.

Este é o primeiro e-book que leio por completo. Creio que este mérito não é só meu, mas sim do autor. Antoine de Saint-Exupéry consegue prende nossa atenção de uma forma bem simples, fato este é que a sua escrita é feita com o coração.

Diga que você é um deles.

Um livro simplesmente espetacular.
Uwem Akpan descreveu a realidade das crianças africanas por meio de contos e reuniu cinco deles para fazer parte desse livro.

'Uma ceia de Natal', o primeiro conto do livro fala sobre as dificuldades que uma família encontra para alimentar os sonhos e matar a fome dos filhos.
Chove na noite de Natal, estão dormindo dentro de um pequeno barraco o pai, a mãe, e mais três crianças. A cadela fica do lado de fora, amarrada por uma corda.
A barriga ronca, a cola é esquentada e colocada na mamadeira para saciar a fome do mais novo.
A filha mais velha sai de casa para vender o corpo, afim de ajudar a alimentar o sonho do irmão de voltar a estudar.

'Engordando para o Gabão', o segundo conto, o mais emocionante na minha opinião, fala sobre o tráfico de crianças. As dificuldades de se vender as crianças, as artimanhas usadas, os sentimentos de culpa, que não existiam.

O poder simbólico.

Confesso que quando recebe este livro fiquei meio que relutante para começar a lê-lo, mas já no primeiro capítulo ví que estava completamente enganada.
Este livro, se não foi o melhor, foi um dos livros com mais conteúdo que já lí.

Bourdieu se baseia em algumas vertentes básicas para expor suas teorias. Neste livro, o campo das ciências sociais é explicado segundo os paramêtros da educação, da cultura, da arte, da literatura, entre outros.
"O poder simbólico", aqui descrito, nada mais é do que uma relação de força entre os agentes da ação, sendo assim, aqui tratada como o tema central: a violência simbólica.

Bourdieu considera que tal violência não é fruto simplesmente da 'distância' existente entre uma classe social e outra, mas sim, que ela é exercida por agentes sociais em uma espécie de jogo.
O livro em sí, enfatiza que a sociedade é uma produção humana, uma realidade, mesmo que não pareça, objetiva.
Sendo assim, o homem, para Bourdieu, nada mais é do que uma produção social.

Melancia.

Claire, a personagem principal e narradora desta história, era realmente uma mulher de sorte.
Tudo bem, ela tinha um emprego não muito legal, mas foi através dele que encontrou o homem que julgou ser o amor de sua vida, James.
Os dois eram felizes, se amavam e resolveram se casar.

Claire engravidou, ficou parecendo uma melancia de gorda. Daí o nome do livro.
James, sem Claire saber, arrumou uma amante.
No dia do nascimento do bebê, Claire recebe uma notícia não muito propícia para aquele momento, James ia larga-la, estava amando outra mulher.
É ai que as coisas começam a mudar na vida de Claire. Antes de sair do hospital ela liga para uma amiga, que a orienta sair da cidade com sua filha, ainda sem nome, voltar para a casa dos pais e lá se fortalecer, voltando só depois para resolver as coisas com James.

Ela o faz.

O Tigre Branco.

Gosto muito das coisas que são diferentes, por conta disso, não sou do tipo de pessoa que se interessa pela Veja. Sim, dou uma passada de olhos, mais leio mesmo a Piauí, a Bravo!
E foi ai, não me lembro bem ao certo em qual das duas que descobri "O Tigre Branco".
Um mini livro veio acompanhando a revista em questão (aquela que eu esquecei qual seria) trazendo o primeiro capítulo do livro.

Eu quero este livro pra minha coleção. Mas...
Não dou, não empresto e não, não adianta. Não, já disse.

O livro conta a história de um tranqueira indiano de marca maior, que, após ter feito inúmeras coisas boas (visando melhorias para ele) e ruins (para o patrão, visando também coisas para seu próprio benefício), encontra seu rosto em um anúncio policial.

Ensaio sobre a cegueira.

Ainda não tinha lido um livro tão cheio de mensagens "subliminares" como este.
Saramago é capaz de prender a atenção do leitor sem nem mesmo o leitor perceber e se dar conta.
Eu, que não fui muito esperta, percebi isso no último suspiro, que calhou a vir bem na última página do livro, junto com o último ponto final.
Vamos parar de falar de último?

Não, ainda não.

Pense que este é seu último minuto de visão. O que faria com ele?
Depois disso, feito ou não, você se afunda por completo, da cabeça aos pés, em uma imensidão branca sem fim.

O velho e o mar.

Ernest Hemingway descreve de forma cativante e embaçada a história de persistência de um velho, amigo do mar.
Este velho ensinou a um menino, aos cinco anos de idade, a importância do mar, do pescar, e muito sobre respeito.
Este menino, por pedido dos pais, passa a pescar em outro barco, um barco de sorte, segundo o velho Santiago.
Os dois, apesar disso, continuam amigos, fiéis, uma ao outro.

Depois de quase noventas dias indo ao mar sem trazer nenhum peixe, o velho se prepara para a sua saida.
Pede ao menino que traga um bilhete com o número oitente e cinco e avisa que está indo para o largo.
O velho sai para o alto mar ainda sob a luz da lua, remando seu pequeno barco.
Arma as suas varas, cada uma a um lado do seu barco, com iscas e profundidades diferenciadas, para tentar pescar diferentes tipos de peixes.
O velho espera, o sol nasce e ele começa a ver as outras embarcações, que começam a ficar cada vez menores, pois continua a sua remada em direção ao largo.

O mar de monstros.

Percy teve um ano extremamente tranquilo.
Nada de mostros disfarçados de velhinha na beira da estrada ou Minotauros para atrapalhar seu caminho.
Sua tranquilidade, por outro lado, acabou assim que nosso amigo semi-deus acordou na última manhã em sua casa, no último dia de aula. Uma sombra na janela chamou a sua atenção, uma voz no corredor da escola e alguns meninos estranhos. E como seu amigo grandão disse, também havia um cheiro estranho.
Surpresa: uma simples brincadeira de queimado com os amigos se transforma em uma batalha de vida e morte com grandalhões famintos.
Dali, ele, seu novo amigo Tyson e sua velha e conhecida amiga Annabeth saem e literalmente voam para o Acampamento, em um taxi muito louco, com motoristas mais loucas ainda, onde as coisas não andam bem.
A árvore de Thalia, que protegia o lugar estava envenenada e o lugar estava correndo sérios perigos. Monstros tentavam acabar com a paz e segurança do local, Percy e Annabeth não estavam dispostos a deixar que isso acontecesse.

O ladrão de raios.

Rick Riordan, que estreou na literatura infantil com a série 'Percy Jackson & os Olimpianos', traz em seu primeiro livro, O ladrão de raios, as mudanças radicais na vida de um garoto de 12 anos, Percy.
Percy é um menino meio normal, sofre de transtorno de déficit de atenção e dislexia, por conta disso, não consegue ser um bom aluno, tendo sempre em seu boletim, notas com D+.
Também como narrador da história, Percy comenta como é difícil se afastar das confusões, pois elas o perseguem. Como a que aconteceu na visita ao museu, na qual, transformou sua professora de iniciação a algebra em pó com uma caneta esferegráfica.
Chega o dia da prova final e também o dia em que Percy, mais uma vez, tem que deixar o colégio, mais uma expulsão para a sua lista.
O menino tem um único amigo, Grover, que resolve o acompanhar até sua casa. No caminho, o ônibus em que eles estavam quebra, ao sair do ônibus, o menino repara que no outro lado da estrada existe uma banca de frutas, com três senhoras tricotando a maior meia de lã que ele já havia visto. O amigo o adverte para não olhar e voltar ao ônibus, mas o menino ainda espera para ver a linha sendo cortada.

Formaturas Infernais.

Formaturas Infernais é um livro que reune cinco escritoras, das quais, desculpem a minha ignorancia, para mim, apenas uma é famosa, Stephenie Meyer, da saga de Crepúsculo.
Cinco escritoras, cinco contos de "terror", cinco formas de escrever diferente e uma única conclusão sobre todo: já não chega de vampiros, lobisomens e bixos de outro mundo?
Vou comentar sobre o primeiro conto, de Meg Cabot.
Em sua história ela adota o vampiro como o ser que vem para aterrorizar a formatura. Um parente de conde Drácula, lindo, loiro, olhos azuis da cor do mar e, que na verdade é uma besta, é assassinado no dia do baile por uma borrifada de água benta. Na trama existem outros personagens, dentre eles um casal que se forma e mata, sem esforço nenhum, o tal metido parente do reino do mal.
Um livro destinado a adolescentes, deve ser lido apenas por adolescentes, ou por aquele que não têm mais nada para fazer.
Essa história de colocar vampiros na trama está meio que batida por conta da Meyer, que também tem um conto no livro, o último. Creio que ela ficou por último para fazer com que as pessoas lessem os demais até chegar o texto dela. Haaaa.