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Pensei em fazer uma resenha em apenas 140 caracteres mas ao começar a escrever percebi que as 140 letrinhas seriam muitas para explicar a grande simplicidade deste livro.


Uma coletâneas de frases que, mesmo as vezes não tendo sentido algum, se encaixam em momentos vividos e nos aproximam ainda mais do autor.


""Só o fato de lembrar me deixa alegre. Mesmo que seja para conviver de novo com as piores tristezas"


A resenha de um livro assim não deve ser longa. Por que aqui o que está em voga é a concisão do pensamento, não seu prolongamento.

Espero que gostem tanto quanto eu.

O livro é da editora Bertrand Brasil e para mais informações entre no site www.record.com.br
Beijos e me liga se tiver meu número.

Memória de minhas putas tristes.

Este é o segundo livro do escritor Gabriel García Márquez que leio. O primeiro, "Cem anos de Solidão" que peguei na biblioteca da faculdade, é simplesmente perfeito. "Memórias de minhas putas tristes" não deixa nada a desejar, ficando atrás do primeiro apenas na quantidade de páginas.

As memórias são contadas por um professor e jornalista, que vive da aposentadoria e da venda das peças da coleção de sua falecida mãe.
As vésperas de completar 90 anos o jornalista se vê atingido por um desejo ardente de ter em sua cama mais uma mulher, é então que se lembra de Rosa Cabarcas, uma velha amiga da profissão. Pega o telefone e liga. Dona do melhor e mais protegido prostíbulo da cidade, ele pede para que ela a encontre uma menina, uma virgem.
Após um segundo telefonema, onde Rosa disse que tinha conseguido a menina, o jornalista se prepara e se perfuma, pega um táxi e vai para a casa de Rosa afim de receber de presente uma noite de amor com a virgem.
Vários encontros aconteceram. Quando não aconteciam ele sentia a presença da menina em sua casa.

Elogio da madrasta.

Confesso que já paquero este livros a algum tempo e que como ele não veio por meio da editora, resolvi apelar pelo Skoob. Sim, ele veio até  mim por meio da troca.                                                                              Uma ótima troca, confesso. Mario Vargas Llosa entrelaça a vida dos três personagens principais - Lucrécia, dom Rigoberto e o menino Alfonso - com as vivências de uma casa com empregados e ainda com suas manias e costumes. Dom Rigoberto, após enviuvar da mãe de seu único filho, Alfonso, resolve fugir da solidão e se casar com Lucrécia. Uma mulher de pele ainda firme, fogosa e que torna a vida de dom Rigoberto mais feliz. Ele, por sua vez, é dotado de alguns rituais que o fazem prisioneiro dele mesmo. Todas as noites, antes de se deitar, eles aconteciam. Tirava um dia da semana para cuidar de cada uma das partes de seu corpo. Limpava os pés, o nariz, cuidava das orelhas. Lucrécia, que recebe uma carta cheia de carinho de Alfonso no dia de seu aniversário de 40 anos, percebe-se em meio ao mundo cheio de novas intenções e sentidos. Sua vida amorosa - para não dizer sexual - com o marido é ótima. Os dois misturam suas aventuras carnais com fatos e personagens da mitologia grega e da arte em geral, mas o abismo só chega ao dizer sobre o quadro abstrato da sala.

O ladrão de arte.

Tenho que confessar algo aos meus queridos amigos leitores: quando recebi este livro e dei uma olhada na capa achei ele interessante. Depois, lí o nome e a sinopse, achei que pudesse ter de interessante só a capa. Me enganei.
Pensa em um livro que tem uma temática legal. Que consegue prender a sua atenção. Que além de ser uma leitura de distração ainda te traz informações sobre arte em geral.
É o que você vai encontrar neste livro.
Isso e muito mais.

Bom, vamos ao livro.
O ladrão de arte conta de forma detalhada três roubos distintos,. O primeiro acontece na escura e calma madrugada de Roma. Uma obra de Caravaggio desaparece misteriosamente do altar da igreja de Santa Giuliana. O padre, assustado com o alarme da igreja que lhe acordara três vezes na madrugada, se dá conta do desaparecimento da obra quando a luz do dia banha a nave da igreja.

As virgens de Vivaldi.

As virgens de Vivaldi, é o segundo romance de Barbara Quick e começa com uma longa e emocionante carta de uma filha, a personagem Ana Maria, para a sua mãe, que a menina ainda não conhece.
Assim que aprende a escrever as primeiras palavras, sua vontade de obter respostas aumenta, e por conta disso a sua curiosidade para saber os motivos de ter sido abandonada por sua mãe se transporta para uma folha, até então, em branco.
A carta é cheia de questionamentos a uma mãe, que mesmo tendo deixado sua pequena filha em um orfanato, não foi esquecida pela criança.

"Será que alguma vez ocupei seus pensamentoscomo a senhora ocupou os meus? Será que meus olhos a fariam lembrar da criança que era quando me viu pela última vez?"
Trecho da carta.

Ana começa a se interessar pela música, mais precisamente pelo violino, se transformando na aluna mais dedicada do mestre Vivaldi, que a dava aula em seu lar, o abrigo para crianças abandonadas.

Amor é prosa. Sexo é poesia.

Tá certo, eu confesso, ando mesmo meio que relapsa com as minhas leituras.
Isso vai mudar, já está mudando, calma.
A poucos dias baixei nada mais, nada menos do que dezoito e-books que sempre quis ler mas que nunca tive a oportunidade. Um desses livros é essa coletânia maravilhosa de crônicas do crítico, cineastra, escritor e brasileiro, Arnaldo Jabor.
Não conheço uma pessoa se quer que ainda não tenha lido ou que não conheça pelo menos um texto do Jabor.
Seus textos tem sempre a mesma base, uma escrita malandra, um toque de sarcasmo, uma elegância distinta e aquela pitada de crítica, seja a quem for, que ele engloba no contexto dizendo e não dizendo a sua opinião sobre o fato.

Amor é prosa. Sexo é poesia.

O pequeno príncipe.

Desde pequena ouço as pessoas falando sobre o livro 'O pequeno Príncipe'.

Dando uma sapeada por meio de inúmeros e-books, resolvi baixar e ler, para ver sobre o que as pessoas falavam tantoe realmente o livro me surpreendeu.

É de uma sutileza e de uma profundidade ao mesmo tempo que me deixou encantada.
Lembro do amor que o pequeno sentia pela rosa, dos desenhos animados, mas só.

Foi bom ver que não ser entendido é apenas a falta de tempo que as pessoas grandes tem de ver que as coisas importantes na verdade não são para ser vistas, e sim sentidas.

Este é o primeiro e-book que leio por completo. Creio que este mérito não é só meu, mas sim do autor. Antoine de Saint-Exupéry consegue prende nossa atenção de uma forma bem simples, fato este é que a sua escrita é feita com o coração.

Diga que você é um deles.

Um livro simplesmente espetacular.
Uwem Akpan descreveu a realidade das crianças africanas por meio de contos e reuniu cinco deles para fazer parte desse livro.

'Uma ceia de Natal', o primeiro conto do livro fala sobre as dificuldades que uma família encontra para alimentar os sonhos e matar a fome dos filhos.
Chove na noite de Natal, estão dormindo dentro de um pequeno barraco o pai, a mãe, e mais três crianças. A cadela fica do lado de fora, amarrada por uma corda.
A barriga ronca, a cola é esquentada e colocada na mamadeira para saciar a fome do mais novo.
A filha mais velha sai de casa para vender o corpo, afim de ajudar a alimentar o sonho do irmão de voltar a estudar.

'Engordando para o Gabão', o segundo conto, o mais emocionante na minha opinião, fala sobre o tráfico de crianças. As dificuldades de se vender as crianças, as artimanhas usadas, os sentimentos de culpa, que não existiam.

O poder simbólico.

Confesso que quando recebe este livro fiquei meio que relutante para começar a lê-lo, mas já no primeiro capítulo ví que estava completamente enganada.
Este livro, se não foi o melhor, foi um dos livros com mais conteúdo que já lí.

Bourdieu se baseia em algumas vertentes básicas para expor suas teorias. Neste livro, o campo das ciências sociais é explicado segundo os paramêtros da educação, da cultura, da arte, da literatura, entre outros.
"O poder simbólico", aqui descrito, nada mais é do que uma relação de força entre os agentes da ação, sendo assim, aqui tratada como o tema central: a violência simbólica.

Bourdieu considera que tal violência não é fruto simplesmente da 'distância' existente entre uma classe social e outra, mas sim, que ela é exercida por agentes sociais em uma espécie de jogo.
O livro em sí, enfatiza que a sociedade é uma produção humana, uma realidade, mesmo que não pareça, objetiva.
Sendo assim, o homem, para Bourdieu, nada mais é do que uma produção social.

Melancia.

Claire, a personagem principal e narradora desta história, era realmente uma mulher de sorte.
Tudo bem, ela tinha um emprego não muito legal, mas foi através dele que encontrou o homem que julgou ser o amor de sua vida, James.
Os dois eram felizes, se amavam e resolveram se casar.

Claire engravidou, ficou parecendo uma melancia de gorda. Daí o nome do livro.
James, sem Claire saber, arrumou uma amante.
No dia do nascimento do bebê, Claire recebe uma notícia não muito propícia para aquele momento, James ia larga-la, estava amando outra mulher.
É ai que as coisas começam a mudar na vida de Claire. Antes de sair do hospital ela liga para uma amiga, que a orienta sair da cidade com sua filha, ainda sem nome, voltar para a casa dos pais e lá se fortalecer, voltando só depois para resolver as coisas com James.

Ela o faz.