A batalha do Labirinto

Conforme a inscrição que sempre faço assim que ganho, ou compro um livro, o quarto exemplar da saga de Percy foi comprado em agosto deste ano, na livraria Saraiva, do Riopreto Shopping, de Rio Preto. (Isso não é jabá).
Não, eu não demorei tudo isso para ler. Acontece que demorei tudo isso para postar. O livro conta, em 367 páginas, mais uma das aventuras de Percy Jackson, filho do Deus grego Poseidon com uma mortal.

Mais uma vez Percy começa sua saga com a volta às aulas. Dessa vez ele vai para uma escola onde o novo namorado de sua mãe leciona. Logo na entrada é recepcionado por lideres de torcida estranhas, para não falar mostrons de torcida logo de cara. Sentiu o cheiro de confusão, né?
Percy sai da escola pulando a janela da sala de músicas na companhia de uma amiga que fez no terceiro livro, Rachel Dare. Minutos depois encontra Annabeth, em uma esquina.

Os dois seguem para o acampamento e se preparam para a batalha final, que só se inicia no quinto livro, O Último Olímpiado, mas alguns pontos dela já começam a ser desvendados aqui.

A maldição do Titã

O terceiro livro da saga é tão eletrizante quanto o segundo. E não posso deixar de comentar que é tão espetacular e surpreendente quanto o primeiro.

Ainda lembro o quanto foi "difícil" terminar de ler o segundo e não ter o terceiro para ler. De terminar o terceiro em menos de três noites e não ter o quarto para ler.

Só o último capítulo eu demorei nada mais, nada menos do que uma semana inteira para ler. Isso por que a dor de me desprender das aventuras de Percy era maior do que a curiosidade pelo final.

Não estou dizendo que o livro é desinteressante, nada disso, é que era fim de mês e a grana estava curta para comprar o quarto. Que vou comprar amanhã, na Livraria do Shopping.

Comprei o terceiro no Rio de Janeiro, na livraria do aeroporto. Fui fazer uma viagem com tudo pago pela Galderma e na volta fiquei quase que entediada por passar cerca de meia hora sem ter nada pra fazer.

Passei na frente de uma livraria e zas... Avistei o Percy, entrei, passei o cartão e li dois capítulos antes de entrar no primeiro voo de volta para Rio Preto. Antes passei em Brasília para comprar uns chocolates e pegar uma van com asas e duas hélices. (Histórias que um dia contarei no Estórias Medíocres).

www.twitter.com/carpinejar

Pensei em fazer uma resenha em apenas 140 caracteres mas ao começar a escrever percebi que as 140 letrinhas seriam muitas para explicar a grande simplicidade deste livro.


Uma coletâneas de frases que, mesmo as vezes não tendo sentido algum, se encaixam em momentos vividos e nos aproximam ainda mais do autor.


""Só o fato de lembrar me deixa alegre. Mesmo que seja para conviver de novo com as piores tristezas"


A resenha de um livro assim não deve ser longa. Por que aqui o que está em voga é a concisão do pensamento, não seu prolongamento.

Espero que gostem tanto quanto eu.

O livro é da editora Bertrand Brasil e para mais informações entre no site www.record.com.br
Beijos e me liga se tiver meu número.

Memória de minhas putas tristes.

Este é o segundo livro do escritor Gabriel García Márquez que leio. O primeiro, "Cem anos de Solidão" que peguei na biblioteca da faculdade, é simplesmente perfeito. "Memórias de minhas putas tristes" não deixa nada a desejar, ficando atrás do primeiro apenas na quantidade de páginas.

As memórias são contadas por um professor e jornalista, que vive da aposentadoria e da venda das peças da coleção de sua falecida mãe.
As vésperas de completar 90 anos o jornalista se vê atingido por um desejo ardente de ter em sua cama mais uma mulher, é então que se lembra de Rosa Cabarcas, uma velha amiga da profissão. Pega o telefone e liga. Dona do melhor e mais protegido prostíbulo da cidade, ele pede para que ela a encontre uma menina, uma virgem.
Após um segundo telefonema, onde Rosa disse que tinha conseguido a menina, o jornalista se prepara e se perfuma, pega um táxi e vai para a casa de Rosa afim de receber de presente uma noite de amor com a virgem.
Vários encontros aconteceram. Quando não aconteciam ele sentia a presença da menina em sua casa.

Elogio da madrasta.

Confesso que já paquero este livros a algum tempo e que como ele não veio por meio da editora, resolvi apelar pelo Skoob. Sim, ele veio até  mim por meio da troca.                                                                              Uma ótima troca, confesso. Mario Vargas Llosa entrelaça a vida dos três personagens principais - Lucrécia, dom Rigoberto e o menino Alfonso - com as vivências de uma casa com empregados e ainda com suas manias e costumes. Dom Rigoberto, após enviuvar da mãe de seu único filho, Alfonso, resolve fugir da solidão e se casar com Lucrécia. Uma mulher de pele ainda firme, fogosa e que torna a vida de dom Rigoberto mais feliz. Ele, por sua vez, é dotado de alguns rituais que o fazem prisioneiro dele mesmo. Todas as noites, antes de se deitar, eles aconteciam. Tirava um dia da semana para cuidar de cada uma das partes de seu corpo. Limpava os pés, o nariz, cuidava das orelhas. Lucrécia, que recebe uma carta cheia de carinho de Alfonso no dia de seu aniversário de 40 anos, percebe-se em meio ao mundo cheio de novas intenções e sentidos. Sua vida amorosa - para não dizer sexual - com o marido é ótima. Os dois misturam suas aventuras carnais com fatos e personagens da mitologia grega e da arte em geral, mas o abismo só chega ao dizer sobre o quadro abstrato da sala.

O ladrão de arte.

Tenho que confessar algo aos meus queridos amigos leitores: quando recebi este livro e dei uma olhada na capa achei ele interessante. Depois, lí o nome e a sinopse, achei que pudesse ter de interessante só a capa. Me enganei.
Pensa em um livro que tem uma temática legal. Que consegue prender a sua atenção. Que além de ser uma leitura de distração ainda te traz informações sobre arte em geral.
É o que você vai encontrar neste livro.
Isso e muito mais.

Bom, vamos ao livro.
O ladrão de arte conta de forma detalhada três roubos distintos,. O primeiro acontece na escura e calma madrugada de Roma. Uma obra de Caravaggio desaparece misteriosamente do altar da igreja de Santa Giuliana. O padre, assustado com o alarme da igreja que lhe acordara três vezes na madrugada, se dá conta do desaparecimento da obra quando a luz do dia banha a nave da igreja.

As virgens de Vivaldi.

As virgens de Vivaldi, é o segundo romance de Barbara Quick e começa com uma longa e emocionante carta de uma filha, a personagem Ana Maria, para a sua mãe, que a menina ainda não conhece.
Assim que aprende a escrever as primeiras palavras, sua vontade de obter respostas aumenta, e por conta disso a sua curiosidade para saber os motivos de ter sido abandonada por sua mãe se transporta para uma folha, até então, em branco.
A carta é cheia de questionamentos a uma mãe, que mesmo tendo deixado sua pequena filha em um orfanato, não foi esquecida pela criança.

"Será que alguma vez ocupei seus pensamentoscomo a senhora ocupou os meus? Será que meus olhos a fariam lembrar da criança que era quando me viu pela última vez?"
Trecho da carta.

Ana começa a se interessar pela música, mais precisamente pelo violino, se transformando na aluna mais dedicada do mestre Vivaldi, que a dava aula em seu lar, o abrigo para crianças abandonadas.

Amor é prosa. Sexo é poesia.

Tá certo, eu confesso, ando mesmo meio que relapsa com as minhas leituras.
Isso vai mudar, já está mudando, calma.
A poucos dias baixei nada mais, nada menos do que dezoito e-books que sempre quis ler mas que nunca tive a oportunidade. Um desses livros é essa coletânia maravilhosa de crônicas do crítico, cineastra, escritor e brasileiro, Arnaldo Jabor.
Não conheço uma pessoa se quer que ainda não tenha lido ou que não conheça pelo menos um texto do Jabor.
Seus textos tem sempre a mesma base, uma escrita malandra, um toque de sarcasmo, uma elegância distinta e aquela pitada de crítica, seja a quem for, que ele engloba no contexto dizendo e não dizendo a sua opinião sobre o fato.

Amor é prosa. Sexo é poesia.

O pequeno príncipe.

Desde pequena ouço as pessoas falando sobre o livro 'O pequeno Príncipe'.

Dando uma sapeada por meio de inúmeros e-books, resolvi baixar e ler, para ver sobre o que as pessoas falavam tantoe realmente o livro me surpreendeu.

É de uma sutileza e de uma profundidade ao mesmo tempo que me deixou encantada.
Lembro do amor que o pequeno sentia pela rosa, dos desenhos animados, mas só.

Foi bom ver que não ser entendido é apenas a falta de tempo que as pessoas grandes tem de ver que as coisas importantes na verdade não são para ser vistas, e sim sentidas.

Este é o primeiro e-book que leio por completo. Creio que este mérito não é só meu, mas sim do autor. Antoine de Saint-Exupéry consegue prende nossa atenção de uma forma bem simples, fato este é que a sua escrita é feita com o coração.

Diga que você é um deles.

Um livro simplesmente espetacular.
Uwem Akpan descreveu a realidade das crianças africanas por meio de contos e reuniu cinco deles para fazer parte desse livro.

'Uma ceia de Natal', o primeiro conto do livro fala sobre as dificuldades que uma família encontra para alimentar os sonhos e matar a fome dos filhos.
Chove na noite de Natal, estão dormindo dentro de um pequeno barraco o pai, a mãe, e mais três crianças. A cadela fica do lado de fora, amarrada por uma corda.
A barriga ronca, a cola é esquentada e colocada na mamadeira para saciar a fome do mais novo.
A filha mais velha sai de casa para vender o corpo, afim de ajudar a alimentar o sonho do irmão de voltar a estudar.

'Engordando para o Gabão', o segundo conto, o mais emocionante na minha opinião, fala sobre o tráfico de crianças. As dificuldades de se vender as crianças, as artimanhas usadas, os sentimentos de culpa, que não existiam.