A misteriosa morte de Miguela de Alcazar.

Este é o primeiro romance policial que leio e por conta dele quero ler outros.

A trama é extremamente envolvente, engraçada e leve.

O personagem principal, Campestre, é um jornalista que teima em assassinar a gramática. Um dia, ao sair de casa em seu fusca 68 amaralo, conhecido como "Revolucão de Maio", passa em frente a rodoviária e observa um tumulto.

Não, este não é o fato principal, então vou pulá-lo.
Ao chegar na redação, após o sabão de seu chefe, recebe uma ordem, cubrir um tal Congresso Internacional de Escritores de Histórias Políciais. Furada, pensou Campestre, mas ordem de chefe não se discute.

Parte ele para o local a fim de acompanhar o tal Congresso.
Lá, encontra com grandes nomes da Literartura Policial e um presunto.
Miguela de Alcazar y Casas de Bourbon morreu de morte matada ou morrida?
Ao final de muitas investigações, do jeitinho brasileiro, em um jantar, o delegado anuncia que a falecida, morreu 3 vezes.

Paul Arden e seus dois livros.

Recebi da editora Intrínseca uma série de livros, dentre eles dois de Paul Arden, "Tudo que você pensa pense ao contrário" e "Explicando Deus numa corrida de táxi".

Começei primeiro por "Explicando" devido ao fato de eu ter que pegar onibus para ir para a faculdade, e realmente, ele explica Deus no tempo de uma corrida de táxi.
Terminei de o ler em 20 minutos.
Adorei a forma extrovertida da escrita do livro, desmistificando certas coisas e afirmando outras.
O que importa é que todos crêem em algo, mesmo acreditando não crêr.
Já o segundo, "Tudo que você pensa", não gostei muito não.
Achei ele meio que com cara de auto ajuda. Fala coisas que jamais eu gostaria de ler em um livro, como por exemplo que faculdade é perda de tempo, que temos mesmo é que trabalhar e aprender as coisas na faculdade da vida.
Uma coisa que achei legal no livro foi o fato de que temos primeiro que cometer os erros, e depois voltar para concertá-los.

Viu, eu disse que era meio que auto ajuda.

Mas vale a pena, as duas leituras, são livros curtos, criativos e muito bem humorados.
Para mais informações, entra no site da Intrínseca.

Budapeste

O livro, na verdade, começa pela capa.
Quando se termina de ler é que as coisas ficam mais claras. O por que da cor, a fonte gótica das letras, o nome estranho na "segunda capa". O primeiro paragrafo, ali mesmo.

Seria José Costa, enquanto Chico Buarque, um personagem ou uma retratação de algo real?
Será que o intuito de Chico Buarque, enquanto José Costa, era transmitir para seus leitores, de forma clara e de fácil compreensão que o personagem, ou ser real, passa por várias transformações duplas?

Ghost writer por opção e paixão, José Costa se vê divido ao meio em diversas situações.
Divide-se por duas cidades diferentes, Rio de Janeiro, da qual adora as suas caminhadas a beira mar, e Budapeste, da qual ama a lingua lá falada. E as ama.

Vida Modelo.

Assim que terminei de ler "Vida Modelo" senti um vazio por dentro.
Mas o vazio na vedade não era meu, nem pelos fatos decorentes da minha vida, mas sim um vazio pelos feitos de John Casablancas, que não fez nada de mais, que não é ninguém perto das modelos que descobriu e tem um livro publicado.
Eu também terei um, e muito mais empolgante do que o dele.
Com certeza.
Não, para tudo. Me explica por que diabos que as pessoas compram um livros simplesmente para saber o que John Casablancas fez aos 13 anos, o que bebeu aos 15, com quem perdeu sua virgindade aos 16?

Notícias do Planalto

Livro do jornalista Mario Sergio Conti aborda, em 720 páginas, as diversas facetas do jornalismo, que colocaram e tiraram o então governador de Alagoas, Fernando Collor de Melo, no poder.
Conti divide o livro em duas partes e um epílogo.
Na primeira parte, comenta detalhadamente como cada um dos meios de comunicação personificaram a imagem de Fernando Collor de Melo antes, quando ainda era governador de Alagoas e apenas tinha a ideia de se candidatar presidente. Na segunda, aborda as tramoias que aconteceram após que ele assumiu o cargo.
Descreve ainda, em seu epílogo, como seu irmão Pedro Collor o denunciou e acabou com sua fama de bom moço, que já não era a mesma de antes.

Cem anos de Solidão.

Uma obra perfeita de Gabriel García Márquez que ganhou o prêmio Nobel de Literatura e que encantou a milhares de pessoas pelo mundo.
Em Cem anos de Solidão a peça chave da narrativa é a solidão. Por meio dela, milhares de personagens, que nunca são perdidas no tempo ou confundidas com outras aparecem, dão suas contribuições para a "peça" e morrem, de forma trágica, milagrosa ou simplesmente para cumprir uma promessa.
Uma dessas personagens é José Arcadio Buendía, o fundador de Macondo e visionário de muitos inventos que não deu conta de provar antes que o descem como louco.
Me apaixonei por ele e por suas ideias.
Pensei que o nome do livro "Cem anos de Solidão" seria baseado em seu personagem, que veria todas as pessoas a sua volta morrerem e acabaria vivendo 100 anos no mais absoluto silêncio das trevas.
Não, não foi o que aconteceu. Morreu logo depois de ter sido dado como louco.

A guerra de Clara.

Fiquei a par da história de Clara quando ví a propaganda do livro na revista Piauí e resolvi entrar no minisite e ver a sinopse.
Quando ví que se tratava de uma história real, não como as do Khaled, que são lindas, mas fictícias, pedi o livro para experimentar a sensação de estar na guerra.

Pois é, eu participei da guerra de Clara.

O livro conta a história de Clara Kramer, uma personagem real, que viveu as atrocidades do Holocausto. O cenário é real. As bombas. Os mortos. A dor.
Seu salvador, Beck, também é real.

Assim como "O diário de Anne Frank", "A guerra de Clara" também é um diário, mas como uma sutíl diferença.

A menina que roubava livros.

"Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler".

Pensei em ler sobre a roubadora de livros por conta das diversas opiniões contrárias que ouvi sobre a história contada pela morte.


Agora, já posso dizer que tenho a minha.


Markus Zusak traça de forma surpreendente a história de vida de Liesel, a roubadora de livros.


As perdas, primeiramente do irmão e da mãe.
O primeiro livro, roubado na neve.

Um paralelo no contexto histórico.

Resolvi fazer aqui um paralelo sobre as leituras da semana passada, "Olga" de Fernando Morais e "O Principe" de Maquiavel.

Fernando Morais conta de forma maestral um periodo da história mundial que acaba por se entrelaçar em um momento crucial, com os acontecimentos decorrentes na política brasileira.
Olga, uma alemã, sai de casa para enfrentar os seus ideais, onde, acaba por se apaixonar por Carlos Prestes, um revolucionário comunista brasileiro.
Deste encontro surgi um grande amor. A separação.
O nascimento da filha Anita.
A morte de Olga em uma câmara de gás nazista.
O autor relata a crueldade com os homens, os mal tratos, as cenas de extermínio em massa, tudo isso em virtude de um ideal de igualdade.
Isso existe? Pode ser verdade? Foi.
A realidade é sim vergonhosa, mas é ainda mais vergonhoso não conhecê-la.

Não sei se entendi o recado que Maquiavel tentou passar como o deveria, mas passei a ver O Príncipe não como um livro qualquer, daqueles que ficam perdidos em meio a pilhas de livros numa estante, mas sim como uma obra prima.
Desde 1513, quando foi escrito até hoje, o livro não caiu no desuso, está totalmente atual.
Este é o tipo de livro que concerteza eu darei de presente a algum amigo meu, assim que ele desligar o telefone para me contar que se candidatou a qualquer cargo político.
Tipo, todos os políticos e simpatizantes dela deveriam ler Maquiavel. Todos deveriam ler O Principe.
O paralelo: os dois falam de momentos que foram movidos por uma revolução, seja ela política ou sociológica. Que ao se pensar bem e analisar a fundo, os dois temas englobam as duas temáticas, cabe ao leitor decidir qual delas levar mais a sério.
Espero que tenha dado uma boa dica.
Vale muito a pena ler, os dois.
Boa leitura e beijomiliga.

Memórias Póstuma de Brás Cubas.

Resolvi ler Machado de Assis após ter assistido a minisérie Capitu.
Claro que quando adolescente, e frequentadora das aulas de literatura, já havia ouvido falar, e muito, do tal Brás, mas nunca o havia conhecido a fundo.
Comprei o livro em uma daquelas gondolas de mercado e jurava estar comprando o livro que tratava sobre a traição ou não de Capitu, Bom Casmuro.
De repente, eis que me aparece Virgília.

Mas, e a Capitu?

Foi somente ai que percebi a confusão e continuei a me confundir ainda mais com a escrita rebuscada de Machado.
O livro é narrado por Brás, a partir de sua morte, e por conta disso o título, Memórias Póstumas.
É de debaixo de sete palmos de terra e alguns punhados de flores e um discurso de um amigos qualquer que nosso narrador conta as inúmeras histórias que viveu.
Os amores, desamores, as perdas, os anseios, a idéia que não vingou.

Acompanhe você também as impressões de um morto sobre a sua ex vida.
Vale a pena.

E já sabem, boa leitura e bjomiliga.